A arena da vida e o protagonismo – Parte 1

Estar presente na vida… na própria vida e ser alguém.

 

Na ânsia por ser aceito, João cresceu buscando ser o “garoto perfeito”, buscando ter algumas habilidades, ser isso, ser aquilo… Fato é que não fazia isso por si mesmo, mas fugia de si mesmo, para se “refugiar” nos olhares dos outros.

Porém, João era um garoto bom, apenas tinha medo do que os outros pensariam do “verdadeiro” João que existia nele, pois estava “disfarçado” de Joões. Tinha um bom coração e queria ajudar as pessoas. O seu senso de solidariedade ainda estava ativo, porém, como uma chama quase apagando. Porém, este mesmo senso foi algo que poderia fazer com que ele fosse diferente.

Foi quando se deu conta de que a vida é mais sobre conexão do que qualquer outra coisa, foi quando começou a ter mais forças para sair de sua caverna cômoda. Não era ainda estudioso de Aristóteles ou São Tomás de Aquino, mas convenceu-se a si mesmo de que um destes autores falava sobre a vida em sociedade, e de que o homem precisa dela para se constituir enquanto tal e sobreviver.

Logo, passou a se debruçar sobre o que impediria as pessoas de criarem um conexão autêntica. Um dos motivos que levantou foi a crença muito forte de percebermos não sermos bons o bastante e assim não sermos dignos de amor e de relacionamentos.

A situação em que estava, para ele, era desconfortável e, ainda, inominável, mas João entendia que o objetivo diametralmente oposto era buscar ser uma pessoa plena, a qual contém algumas das seguintes características: ser autêntico, pois se liberta do que os outros pensam; ser grato e alegre, não se aprisiona no sentimento de escassez e do medo paralisante; saber descansar e ter lazer, não vê a excessiva produtividade como a única forma de trabalhar e possuir calma e tranquilidade, a ansiedade não lhe domina. Assim viu que a coragem, compaixão e vínculos seriam necessários ser construídos para se viver uma nova vida.

Em suma, percebeu que todos estes traços não estariam mais tão distantes de sua realidade, o que lhe fez se sentir cheio de esperança.

O itinerário pessoal e intelectual de João continua em um próximo episódio.

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