A arena da vida e o protagonismo – Parte 2

Estar presente na vida… na própria vida e ser alguém.

 

João continuou seu itinerário pessoal, de autoeducação, afetiva, intelectual e espiritual. Mesmo que no caminho tivesse hesitado inúmeras vezes. Digamos que se deparou com a vulnerabilidade de ser “ele mesmo”. Vislumbrou a vulnerabilidade a partir de si mesmo e queria sempre entender melhor.

Em sua pesquisa encontrou que o desejo de amor e a aceitação está dentro de todas as pessoas. Isto também seria fonte de sentido e significado à vida. Por sua vez, a ausência destes dois valores levaria a um considerável sofrimento.

Evidentemente que percebeu – por um simples silogismo – de que ele era homem e que estava enquadrado dentro deste “todas as pessoas”. Mas todas as pessoas o aceitariam e lhe dariam amor sempre e a qualquer custo?

Percebeu que há pessoas que sabem disso, não obstante, apresentam uma dignidade de amor para consigo e que é inquebrantável. Por saberem que são vulneráveis, o que antes fazia abundar o medo, tornou-se um catalisador, um motor, e assim superabundar, com coragem, para dar-se, ter compaixão e vínculos significativos.

Foi quando percebeu que suas vitórias e conquistas, profissionais, afetivas, viriam de uma disposição de se tornar vulnerável. E doravante isso seria algo que nosso personagem buscaria com “unhas e dentes”.

Para isso, todas as armaduras emocionais precisavam cair por terra, e abrir-se a uma receptividade emocional, saber e aturar passar vergonhas para se desenvolver e assim ser alguém melhor, para si e para o mundo.

Ousou altos voos dali em diante. E como uma criança que está aprendendo a pedalar, caiu algumas vezes, se feriu, mas estava convicto de que novas experiências eram necessárias para forjar um novo homem. Em uma destas aventuras, decidiu compartilhar o seu processo com as pessoas, não mais por si mesmo, mas sim para junto daquelas pessoas que talvez poderiam se identificar com ele.

João repetia inúmeras vezes para si mesmo: “Você está comprometido? Você está atento?” Ele sabia que para fazer o seu percurso teria que fazer o seu caminho, a partir de cada passo, com diz Antônio Machado. Certamente ele levou essa metanoia (mudança de pensamento, transformação espiritual) consigo e a consolidou em todas as áreas de sua vida.

À medida que caminhava, percebia a excelência e a prioridade do ser ao lado do saber, e assim sua ousadia aumentava a cada dia. Ele sabia de onde veio, para onde ia, quem já foi e quem buscava ser.

 

Por hoje isso é tudo.

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