Por que nos sentimos assim e o que fazer?
É evidente que todos nós em algum momento da vida já nos sentimos envergonhados. Poderíamos pensar em eventos da escola, na família, em relacionamentos, enfim… Normalmente a vergonha é acompanhada de ansiedade. O fato é que falar do inimigo, neste caso, pode enfraquecê-lo. Entendamos melhor.
Brown comenta: “O contato com a própria vergonha é fundamental para abraçar nossa vulnerabilidade. Não podemos nos deixar de ser vistos se ficarmos aterroziados pelo que as pessoas podem pensar”. Isso é muito comum em pessoas tímidas, ou – como também chamamos – na ansiedade social.
O fato de termos que aprender a lidar com a vergonha é fundamental. E já expus que isso nos concederá inteireza na vida, uma verdadeira conexão com o mundo.
Na verdade, pode haver uma real confusão dentro de nós entre aquilo que fazemos/produzimos e o que de fato somos. Isso guarda muita relação com traumas, crenças interiores… é a sua percepção de mundo. E esta pode ter certas distorções cognitivas. Em outras palavras, é um indicador muito impreciso – e diria patológico – atrelar autoestima com o que fazemos/produzimos.
É fato que nem todos são atingidos por isso. Ainda bem. Mas há ainda algumas pessoas que precisam saber disso: Nem sempre iremos agradar pelo que fazemos/produzimos.
A vergonha será um grande inimigo enquanto se manter secreta e na escuridão. Entenda bem, será forte enquanto não a encararmos e fizermos alguma coisa. Será impedimento para progressos, inovações, autovalorização e renovação.
O remédio – mais uma vez – é uma vida ousada. É claro que isso, oportunizará uma mudança de pensamento, que afetará nosso comportamento, sentimento, e cada coisa se retroalimentará. E parece-me que as evoluções são infindáveis. Quanto mais praticamos, melhor ficamos em algo. É claro que isso terá um preço a pagar. E será muito bem pago. Tenho certeza.
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