A vergonha que cabe a cada um: as mulheres

Tal como somos.

 

Especifiquei na postagem anterior que há diferenças entre homens e mulheres, não somente físicas, mas também psicológicas e também espirituais. Claro, não consigo passar com inteireza ou clareza todos os detalhes de uma percepção feminina. Mas gostaria de introduzir o assunto.

Podemos pensar o como a mulher se apresenta ao mundo tem grande relevância. Trata-se da aparência. Acredito ser o ponto essencial para abordarmos aqui, dentro de seus limites.

Dentro do campo da vergonha, poderíamos imaginar uma cobrança por ser perfeita, o fato de ser julgada, ser exposta, de não se sentir tão boa o bastante, o ter que dar conta de tudo, etc. Evidentemente as categorias que eu já havia apresentado (família, criação de filhos, saúde física e mental…), todas elas guardam um potencial risco de vergonha e que precisamos inicialmente entender.

Tenho certeza, o demonstrar-se perfeita é uma coisa que desgasta, mas mesmo assim é muito frequente. É o problema de “abraçar” uma expectativa externa, o que causa grande ansiedade. Brown, ao lado disso, pontua uma “teia” em três pilares:

 

1- Quem devemos ser

2- O que devemos ser

3- Como devemos ser

 

Repare que isso, comumemente, não é algo que vem de dentro para fora, demonstrando um protagonismo, caráter, virtude; mas de fora para de dentro, sendo como que uma imposição. Pois é, o fator socio-cultural tem grande peso. Mas não é também a última palavra.

Assim temos um cenário constante de expectativas e críticas, e essas coisas podem ou nos dar um movimento ou nos paralisar.

É evidente que aqui é preciso, repito o que já disse em outro post, a conscientização das crenças “reinantes”. É preciso fazer um processo para que a resiliência seja dominante, seja em nossos comportamentos, seja em nossos pensamentos, seja em nossos sentimentos. O necessário corte para não aceitar tudo o que os outros dizem não vem da noite para o dia, mas precisamos olhar para dentro, consolidar novos valores e viver a partir deles. Assim, as mulheres também viverão uma vida autêntica, sem uma vergonha paralisante e nociva.

Por hoje isso é tudo.

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