Alta exigência consigo e com os outros
Acredito, pessoalmente, que aquele que se cobra de forma exagerada, consequentemente, acabará cobrando os outros da mesma forma.
É algo que, quem vem acompanhando as nossas discussões pode pensar, tem muito a ver sobre o perfeccionismo, que pode ter dentre suas causas fatores temperamentais, bem como crenças fundamentais, que podem ter um papel de distorcer a realidade.
Isso me lembra a breve história de uma menina que tocava (ainda mal) o seu piano, quando o seu pai lhe disse: “para de tocar, você não é boa”. A menina, com uma maturidade fora do comum respondeu: “se eu parar de praticar, nunca ficarei boa”.
O exemplo mostra, talvez, um feliz desfecho de uma crítica, por alguém que fez dos “limões” da vida uma “limonada”. Mas nem sempre isso acontece tão facilmente. E por que isso aconteceria?
Quem se cobra demais – como já disse – pode enxergar nos outros detalhes defeituosos que lhe saltam os olhos (sabe se lá Deus o porquê). Isso pode acontecer quando se rebaixa, se julga e se critica. Assim se desvia toda a crítica e a exigência de si mesmo. Brown, nos aponta que podemos julgar as pessoas nas mesmas áreas que mais nos envergonhamos ou mais sentimos nossa vulnerabilidade. Esta condição acaba sendo um ciclo vicioso. Olhe que coisa!
Para sairmos disso, a empatia é algo fundamental. É preciso pensar que não é atingindo o outro que meu problema será desfeito. Por que não dar as mãos e buscar uma saída coletiva? Na verdade, se aproximar do outro para superar uma dificuldade nossa pode ser um recurso e tanto, e pode não custar tanto como imaginamos. Uma vez que se tenta uma vez e se percebe um pequenino sucesso, a chance para uma nova tentativa e progresso é maior.
Por hoje isso é tudo.
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