Uma má impressão de um presságio

A vivência de uma alegria incompleta e frágil.

 

Já abordamos por aqui que cultura de escassez é presente, e que o remédio para isso é a formação de uma nova atitude e mentalidade. Isso advém de forma gradual e, pacientemente, é alcançada. Reitero que é necessária esta nova postura para vivermos a autenticidade e uma vida mais leve, o que guarda uma relação com aceitar o próprio valor, limites e o envolvimento com a vida.

Como já falamos também sobre a existência de um arsenal contra a vulnerabilidade, começaremos a expôr cada um deles. O primeiro que refletiremos é alegria como mau presságio, ou uma alegria que antecede o mau presságio. Entendamos melhor.

Podemos entender, juntamente com Brown, que seria um “temor repentino e paradoxal que reprime qualquer felicidade momentânea”. Curioso não? Mas podemos pensar: se eu tenho algo ou alguém amado, e me deleito – me alegro – nisso, ao mesmo tempo, temo perdê-lo – para sempre. Portanto, seria a coexistência de duas emoções.

A explicação, em poucas palavras, seria o medo da vulnerabilidade que impede o alcance de uma vida autêntica. E, uma vez experimentado esta autenticidade e alegria, o medo viria na retaguarda. O que se explica facilmente, pois o medo sempre “reinou”. Compreende?

O mau presságio, com afirma a autora, é fruto exatamente disso. “As coisas estão indo muito bem pra ser verdade”. E por que não poderia? Assim, a questão da insegurança, na verdade, é o que acaba movimentando as pessoas, comumente. Olhe que coisa! O fruto disso é há a formação de um ciclo vicioso, no qual a confiança – necessária – em si mesmo não é constituída e o medo continua se alastrando.

A moral da história é que precisaríamos nos reeducar novamente para viver uma nova, ou renovada, entrega aos pequenos bons momentos cotidianos. Imprevistos podem acontecer, é evidente. Perante isso me recordo a sabedoria bíblica quando nos diz: “nos dias bons lembra-te dos dias maus, nos dias maus, lembra-te dos dias bons”. Claro que isso não se traduz a viver sempre “ensaiando uma tragédia”, embora guardando as devidas proporções, é necessário um preparo para as ocasiões.

Finalizo dizendo que a entrega para a alegria envolver seus riscos, incetezas e exposição emocional. É preciso aceitar a alegria em sua inteireza.

 

Por hoje isso é tudo.

Artigos como esse sempre, e primeiro, em seu e-mail, clique no botão abaixo. 

Assine a newsletter

Gostou deste texto? Compartilhe.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia outros textos

Contato