“Não há necessidade de falarmos sobre vulnerabilidade. Até porque eu não sou vulnerável em nenhum ponto”.
“As pessoas me visam sempre, parece que sempre sobra para mim, e tenho culpa no cartório sempre.”
Vejam, de um lado temos aquele o qual a vitimização é “uma ameaça constante”, o que lhe faz atacar como a melhor defesa, e se manter como controlador, dominante, exercendo “poder sobre as coisas” e nunca demonstrando vulnerabilidade.
De outro lado, há a mera e frágil vítima da vida, a qual está sempre sendo passada para trás e – com consciência ou não – assim se resigna.
Na verdade, é um ótica existencial baseada em uma enraigada crença. Assim que se veem.
Desta forma, há comumente pares opostos: vencedor/perdedor, sobreviver/morrer, forte/fraco, sucesso/fracasso… entre outras palavras e atribuições.
Interessantemente, Brown, se questiona: os profissionais escolhem profissões que alavancam estas crenças ou as experiências profissionais que suscitam esta abordagem polarizada?
Quando aponta para os militares, vê-se um exemplo de uma destas crenças que pode ser fatal. Há um intenso treinamento físico, emocional, de intensa resistência, suportar dores, vencer ferimentos… Não que isso seja mal por completo. Mas, de alguma forma, estes comportamentos seriam também preditores de suicídio, quando se ignora o fator emocional por completo. O mesmo se apresentaria em setores de empresas.
A consquência disso, a autora aponta, é a aniquilação da fé, inovação, criatividade e receptividade à mudança. Portanto, se experimenta uma rigidez impressionante.
Junto a isso, entender que a transparência e vulnerabilidade são perigosas e devem ser postas debaixo do tapete, e ensinar para os mais próximos, é como acender um faísca para explosivos, é viver em um isolamento emocional severo.
Por hoje isso é tudo.
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