Holofotes ambulantes: luminosos destaques

Escudos de superproteção #1.

 

Pessoas muito conhecidas, não simplesmente figuras públicas, mas figuras “audaciosas” e luminosos destaques. Me refiro à superexposição. E não… se mostrar exageradamente não é sinal que alguém abraçou sua própria vulnerabilidade. Entendamos.

Se falássemos de uma figura pública, um influencer, um produtor de contéudo, poderíamos – a príncipio – pensar que uma moderada demonstração de sua vida é algo corriqueiro e até mesmo necessário. Há uma genuina exposição.

Brown, trata do termo holofote para especificar pessoas que têm uma exagerada exposição. Os possíveis motivos?

a) Aliviar a própria dor;
b) Testar a lealdade e a tolerância dentro um relacionamento e/ou
c) Forçar a intimidade em um relacionamento.

Evidentemente é um fenômeno que guarda considerável complexidade, e não estou julgando todos que se expõe aqui nas redes. Já até falei acerca disso.

Acontece – que na esperança de um bom vínculo – defendo que não seria aconselhável “dar de si”, ou fazer-se conhecer, de forma íntegra, repentinamente. Explico.

Todos nós, nos vínculos que temos, compartilhamos aspirações, medos, lutas, esperanças etc. São ingredientes que fomentam a possibilidade de que o vínculo se estabeleça em uma relação mais próxima. E isso é ótimo.

Nossa autora reflete que um contato harmonioso é construído gradualmente. Com os ingredientes que mencionei, se tem, inicialmente, a conquista de um bom ouvinte, cujo direito de ouvir-nos condiz com seu caráter e benevolência. Assim sendo, há um compartilhamento do peso da nossa história. O que faria juz à metáfora utilizada: as luzes pisca-pisca.

E quais seriam o elementos que tornariam este ouvinte ainda mais digno? A confiança, empatia, reciprocidade. São questões essenciais.

Mas o que aconteceria ao compartilharmos nossas histórias e vidas com quem nós não um vínculo autêntico? Poderia haver um recuo do ouvinte, frente o “farol” que é a história do interlocutor, a qual possui um peso, e este é “jogado” de forma fortuita.

Na verdade, a maneira de compartilhar a nossa história – desta forma – seria como que ofuscante, invasivo e insuportável. Para quem ouve, uma reação natural poderia ser se sentir desgastado, confusos e manipulados.

Portanto, o nível de interatividade conquistado pela relação deve ser entendido, construído e nele se perseverar.

Continuamos em breve.


Por hoje isso é tudo.

Artigos como esse sempre, e primeiro, em seu e-mail, clique no botão abaixo. 

Gostou deste texto? Compartilhe.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia outros textos

Contato