A imagem escolhida tem o propósito de nos remeter à conciliação, à harmonia, à paz, a um entendimento.
Assim, refletindo acerca do ser viking ou vítima, entendamos melhor sua natureza e causa.
Daqueles que outrora poderiam assim pensar, podemos considerar que houve dois caminhos:
a) Ou aprenderam e vivem com esta referência, ou
b) Renderam-se a ela como fruto de um forte trauma.
Então, é claro que há a necessidade de um processo – que já mencionei em outros conteúdos – de uma reestruturação cognitiva. Cabe dizer: não se está sempre em uma condição traumática, ou competitiva sempre, embora isso possa ser atualizado. Por isso as dicotomias: vencer/perder, sobreviver/morrer etc, não fariam mais sentido.
Então, se antes havia uma busca por sucesso a qualquer custo, ou evitar a perda a qualquer custo (como preferir), é preciso que seja redefinido o que é verdadeiro sucesso que se almeja. Aquele o qual não se renunucia uma vida de vulnerabilidade – não de vitimismo, fragilidade, inferioridade – mas a busca por uma vida autêntica.
Se a natureza humana é permeada por uma busca de conexão, o isolamento social – como já me referi – seria nocivo, patológico. Por isso, Brown afirma com razão: “ninguém é capaz de abrir mãos de suas estratégias de sobrevivência sem ajuda consistente e sem o desenvolvimento de estratégias substitutas”.
Aqui haverá a necessidade de se passar pelo processo de resiliência à vergonha. Sim. As coisas já não são como antes, e as pessoas são “quebradas” a partir de novas verdades, pela adaptação com a sua realidade, esta que é objetiva. É como São Tomás de Aquino define verdade.
Assim também como a recuperação de um vício, poderíamos enumerar alguns passos genéricos para a superação de uma vida marcada por este pensamento antagônico, que pode ser fruto de traumas:
1- Admitir o problema;
2- Buscar ajuda profissional;
3- Superar os obstáculos da vergonha e do segredo que acompanham o trauma/vício e
4- Abordar a recuperação do ideal (ou da vulnerabilidade) como uma prática diária e constante.
Assim como Brown menciona – e também testemunho em consultório – o elemento da espiritualidade pode ser aliado em muitas questões. Pode sim, ser um elemento diferencial e que ajuda a todos a ter uma vida mais plena. Para mim, pelo menos, é um grande ideal.
Por hoje isso é tudo.
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