Exortação pelo bem do outro, e nada mais.
Saber ouvir, saber falar e nada temer. Acho que seria um bom lema para as mais diversas conversas, nos mais diversos contextos que frequentamos. Guarde bem isso.
Havíamos comentado acerca do feedback. E ele sempre é oportuno, assim penso e defendo.
Quando sentamos para conversar com o (a) nosso (a) companheiro (a), nosso (a) chefe e demais pessoas da convivência, aquele “retorno” pode ser bem legal para buscar o bem comum e também do outro, como já mencionei.
Mas como isso aconteceria? Me acompanhe nesta metodologia, que não deve ter nada de engessada, mas sim ser referências, orientações e princípios.
Sentar e estar com alguém para buscar uma melhoria deveria buscar enfatizar, inicialmente, os pontos fortes, a valorização daquilo que está sendo feito e/ou já foi construído. Isso realmente mexe com a gente, o elogio. Mas um elogio que não despreza a verdade. Aquilo que foi construído e feito é uma força, um mérito. Mas mesmo as pessoas mais bem intencionadas, possui suas limitações, ou “pontos cegos”.
O mecanismo disso é que a pessoa que recebe o feedback percebe que tem capacidades, consegue performar bem e até mesmo tem aquele “fôlego” do reconhecimento. Isso será necessário para enfrentar as “braçadas”, os desafios novos. É onde surge as oportunidades. E estas entram como substitutas eficazes da seca e dura crítica, em que nada valoriza, mas rebaixa o interlocutor.
Vejamos um exemplo:
Em uma sala hipotética, o professor pediu que os alunos realizassem seminários. E propôs conjuntamente o dar e receber feedbacks. O que deveria seguir da seguinte forma: apresentar três pontos fortes e uma oportunidade. Assim ocorreu. Vejamos o resultado de um destes casos.
Pontos fortes:
1- O assunto foi original.
2- Gostei muito de sua didática, você fala bem.
3- Seus argumentos foram convincentes para mim.
Oportunidade:
Embora a sua fala fosse genial, bem como a originalidade do assunto e a força dos seus argumentos, a materialização do seu trabalho ainda não ficou tão clara. Talvez se você usasse menos palavras para dizer mais, seria interessante. Acredito que você me ganhou pela apresentação.
Então, desta forma apresentado, o processo de feedback não sacrificaria a verdade, o progresso pelo bem do outro, e tornaria o processo mais amável, não obstante a vulnerabilidade constante. Vale lembrar: vulnerabilidade é incerteza, risco e exposição emocional.
Quais as virtudes estão presentes nesta boa conversa? A paciência, a bondade, a generosidade, o respeito, a coragem… dentre outras.
Para encerrar este assunto, gostaria de pontuar algumas frases que Brown usa magistralmente:
“Quando a gente se fecha para a vulnerabilidade, se fecha para as oportunidades.”
“É difícil encontrar liderança porque poucas pessoas estão dispostas a enfrentar o desconforto exigido para ser um líder.”
“Dar feedback é uma atitude de respeito; quando não há conversa sincera sobre nossas forças e nossas oportunidades de crescimento, nós questionamos a nossa contribuição e o seu comprometimento.”
Por hoje isso é tudo.
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