O retorno do serviço

O serviço aponta para um ideal, o do amor, concretizado… e quem atinge e vive um ideal é feliz.

 

Começo fazendo alusão àquela frase:

“quem não vive para servir, não serve para viver”.

 

A atribuição desta frase é de Mahatma Ghandi, mas repetida pelo Papa Francisco.

Penso que está na condição natural humana o amor. E quando não conseguimos amar, sofremos algo como que uma doença. Tratei antes (aqui) do perdão que faz o “conserto” do amor, e assim o mesmo se aperfeiçoa. O mesmo posso afirmar do serviço (leia o outro artigo aqui). Não apelando a uma ética (ou lógica) utilitarista, que meramente trataria um ser humano como um meio “coisificado” que serve (de propósito) para cumprir tarefas, missões, ou outras coisas, como um autômato. Mas, na verdade, o serviço é um amor concretizado, seja à espécie humana, em um sentido remoto, seja a um ente querido, cuja a convivência é diária, agradável ou não.

Por assim dizer, o serviço aponta para um ideal, o do amor, concretizado… e quem atinge e vive um ideal é feliz. Nesse meio do caminho, a pessoa se transforma e se realiza. E se alguém se realiza e é feliz em algo, comprova a bondade de algo, às vezes até mesmo sem usar palavras.

Se você é chamado a um serviço de grande notoriedade social, faça com discrição, com amor, sempre. Que a vaidade não habite em ti. Se você faz um pequeno serviço, anônimo, não o despreze. O seu valor é inestimável também. De ambas as formas se dará a vida. Acaso a tua alma ainda é pequena?

Faus, nos comenta dos seguintes dizeres: “Para servir, servir”. Entendamos melhor.

O autor nos aponta que servir, em uma primeira perspectiva, pode significar o “servir para”, isto é, o ter uma finalidade. Em termos gerais, podemos pensar que o serviço é concreto, e que se requer uma preparação em vista de um fim. Então, ao lado do servir, estaria pressuposto o esforço, um tempo investido para aprimorar as boas condições de fazer o serviço bem feito. Então, um serviço bem feito, não deveria estar relacionado a um improviso, seja enquanto pessoa, seja enquanto o bom uso dos meios necessários.

Para isso, temos o seguintes exemplos: pais e mães que não entendem e não se preparam para a finalidade da formação moral, humana e espiritual de seus filhos; mestres e professores, que dominam muito a teoria e o que fazem, mas não formam – na integridade – os alunos, não demonstrando o sentido das coisas, e de ser úteis. Cristãos que ignoram a sua fé e não apresentam um vida condizente. Noivos e casais jovens que não entenderam o fundamental da vocação. Que situação, não?

A segunda perspectiva se configuraria ao espírito da coisa. “Estou aqui para ajudar e fazer o bem”. Na localidade mais próxima onde estou. É preciso, então, aperfeiçoar em tornar a capacidade ativapronta e capaz, em qualquer lugar que estivermos, na família, no trabalho, em atividades pequenas e grandes etc.

Faus também nos aponta qualidades de um bom serviço.

1- Alegria. Tanto no modo de se realizar, sempre com um sorriso no rosto, quanto na gratificação de dar.

2- Elegância. Na execução e na discrição. Sem louros e vaidade. Fazendo bem feito o que se propõe.

3- Adiantar-se. Em outras palavras, ter a iniciativa. Não ser passivo. Porque a vida, na liberdade que devemos ter, nos convoca a ter de fazer.

 

Então, o serviço é uma vida que se orienta aos demais, e nada menos. Que cresçamos nesta disposição a cada dia.

 

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