Na terra de não servidores, aquele que serve é rei.
Lembro-me de alguns anos, ainda na época de faculdade, que respondi a um professor meu que trabalho era um serviço que prestávamos a alguém. Na época eu não tinha muito a dimensão sobre o que era exatamente serviço. Achava somente que se prestava um serviço e a remuneração era algo justo nisso tudo.
Pois bem, isso tem um fundo de verdade. Mas servir pode ter uma dimensão natural e sobrenatural que precisamos saber.
Na verdade, a nossa corporeidade, o nosso corpo, manifesta nossas intenções, emoções, desejos, esforços, tarefas e inclusive – principalmente – o amor concreto. E com isso afirmo que o amor pode se demonstar pelo serviço: algo oferecido, com esforço e com generosidade, e que o tamanho do que se faz acaba não sendo o principal.
A dimensão natural do serviço se demonstra entre nossos pares, em nossa família, trabalho… com uma ajuda, tempo, palavras, entre muitas outras coisas. Às vezes, esta dimensão se manifesta de forma generosa, mas às vezes de forma obrigatória, sem gentileza, sem amor.
A dimensão elevada, e até mesmo, sobrenatural, posso dizer, compreende uma oblação, uma oferta com sentido. É quando se entende que o mundo não deve me dar tudo, sempre e do jeito que quero… eu sou convocado, por assim dizer, a dar algo do que tenho. E nisso minha vida pode ter um novo sentido.
Portanto, na terra de não servidores, aquele que serve é rei, parafraseando o ditado do senso comum. Mas muito mais do que isso, entre aqueles suficientemente maduros, é requisito. Se o mundo está em crise, o serviço generoso, maduro e oblativo, faz as coisas serem diferentes. Começando com aqueles que estão a nossa volta.
Pense hoje:
- Qual (is) serviço (s) presto hoje?
- Qual a sua qualidade? A quem ofereço?
- Realmente faz(em) a diferença ?
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1 Comentário
[…] do amor, e assim o mesmo se aperfeiçoa. O mesmo posso afirmar do serviço (leia o outro artigo aqui). Não apelando a uma ética (ou lógica) utilitarista, que meramente trataria um ser humano como […]