Entre o pessimismo e a ilusão

Embora Faus enfoque “Tornar a vida amável” no aspecto religioso, a dimensão do otimismo pode ser esclarecida do aspecto humano, ou da formação humana.

A verdade que partimos é que seria terrível enxergar a vida por um pessimismo, que carrega em si um desespero acerca do bem, assim como um medo exagerado, literalmente, danado. Pessoas pessimistas tendem a sofrer e a fazer sofrer. E não necessariamente é algo deliberado.

Do outro lado da margem pode morar o otimista, aquele cara “super” positivo. “Vai dar tudo certo. É só acreditar”. Este sujeito, esta pessoa, tem uma esperança que foge da realidade, ou é má instalada. Você percebe os exageros frente a desconsideração dos males temíveis, ou dos problemas a serem superados? A princípio, poderíamos afirmar: faltaria uma prudência.

Na verdade, a pessoa sadia, não perfeita, mas com uma cognição, um pensamento posto em ordem, enxergará a realidade das coisas. Extrairá coisas boas das más, e coisas más das “aparentemente” boas. Em síntese, seu juízo é afiado, pois se baseia em um realismo esperançoso, não pessimista, não otimista iludido. É desfeita, portanto, qualquer tipo de distorção cognitiva.

Então, o otimismo autêntico, ou um realismo esperançoso, tem como condição sine qua non (indispensável), a fé. Fé esta, que é humana… quem aqui acredita que conseguirá fazer mais coisas ainda no dia que lê este texto, ou nesta semana etc… como também sobrenatural. Uma fé que é dom divino, à medida da intensidade da petição do fiel.

Por isso acredito que esta dimensão sobrenatural plenifica tudo de bom que contém no coração humano. (Gostei disso, talvez use mais vezes).

Uma pessoa que tem fé, é uma pessoa que tem esperança. E esta é realmente otimista. Claro, usa os meios temporais para fazer aquilo que é necessário e aquilo que é possível. Atua, conjuntamente à sua liberdade, com responsabilidade a fim de pôr em prática um sentido, uma missão, um ideal.

Ser autenticamente otimista ainda engloba a consideração da vida em suas incertezas. Quem busca seguranças e garantias é aquele medroso, cujo pessimismo lhe corrói as veias cotidianamente.

O autêntico otimista vive seus maus dias esperançosamente, sem “entregar os pontos”, ou “deixar a peteca cair”. Conhece a vida, e lembra dos bons dias nos maus dias, e dos maus dias nos bons dias. Por isso não vacila na construção de sua vida. Aproveita de forma coerente os ventos “vindouros” (literamente, que estão por vir).

O otimista acreditará na sua melhora, mesmo que custe, e nas dos demais. Porque acredita que o amor deve ser constante, porque sua capacidade de amar ainda é viva, porque irradia o que está em seu coração.

O otimista é também paciente, generoso, bondoso, confiante em si, em Deus. É um convite constante a mirar grandes coisas e desejoso de grandes ideiais.

O otimismo, considerando a realidade, acredita sempre, pois é característica do coração esperançoso assim o ser. Mas acreditar que tudo pode ser renovado. O otimismo, como já falei antes, é elevado por Aquele que no seu coração governa e que incuti todos os bens.

 

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