Sobre o bom exemplo.
Quem nunca ouviu dizer:
“Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço?”.
Compreende que há uma lacuna de valores? E que o que se diz, ora ou outra, será ineficaz?
Pois bem, como se sabe, a palavra atrai, alcança, chama até a atenção… mas é o testemunho que arrasta. Para ser mais contemporâneo, é o exemplo que engaja.
E o que mais queremos para os filhos (ou futuros filhos)? Acho que você já sabe a resposta de bate e pronto.
Exatamente! Que sejam alguém e deem bons frutos na vida. Que sejam bons homens e boas mulheres no mundo.
Então, o exemplo é luz. É palavra dada sem dizer. É lição perene. Disso podemos dizer: só se dá o que se tem, ou melhor, o que se é. Por isso, sem soberba ou vanglória, educamos muito mais assim.
O exemplo se torna também referência ou orientação. “O que faria papai em meu lugar? O que faria mamãe em meu lugar?”. Isso, por si mesmo já seria como que um exercício da virtude da prudência.
O exemplo, bom ou não, também nos leva a herança do legado. Fenômeno imaterial e memorável. Já imaginou como seremos lembrados? Sim. Isso pode ser, ao mesmo tempo, aterrorizante e combustível para sermos melhores.
Desta forma, o bom exemplo supõe uma vida virtuosa, que é uma vida pautada no bem.
Claro, o exemplo também supõe, a naturalidade, a liberdade alheia. Mas se autêntico, o testemunho, o bom exemplo, gritará, em sons inaudíveis, mas penetrantes.
Segundo Faus, o observador do bom exemplo poderá dizer:
“vale a pena viver assim e é possível viver assim; se o fizermos, alcançaremos a plenitude de paz e felicidade com que sempre sonhamos e que ainda não conquistamos.”
Por hoje isso é tudo.
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1 Comentário
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