Bondade de vida e seu rastro

Assim como ouvimos que a fé supõe obras para que seja viva, e também que o amor tem suas linguaguens de expressão, a bondade tem seus atos de concretude. Já viu (ou ouviu) aquela frase: “quem ama quer o bem do outro”? Esta frase pertence a São Tomás de Aquino.

Mas o que seria ser bom e agir para o bem do outro?

A bondade tem a sua luz que equivale a ser o rastro de seu efeito. Este rastro do efeito obriga-nos a considerar quem é o sujeito por detrás, ou o protagonista, das ações. Esta figura, talvez inicialmente anônima, possui qualidades em sua alma que, embora seja imateriais, se convertem em ações e palavras de salutar influência.

Mas a bondade poderia ser pervertida e ter suas fragilidades. A partir disso poderíamos discernir o que é uma bondade de superficialidade de uma autêntica.

Se for superficial, consideramos uma tendência temperamental e/ou um sentimentalismo brando, à flor da pele. É quando reina o querer estar em paz com todos, bem como o querer agradar a todos. Há uma disfarçada condescendência para que se tenha uma boa estima alheia. Na verdade, o egoísmo está presente. Então, este bonzinho, é como que um “satisfador” (aquele que proporciona satisfação) de caprichos alheios.

A bondade demasiada permissiva se equivale à omissão, a qua produz, na certa, frutos amargos. E se corre, a todo tempo, o perigo da conivência e da covardia.

A contrapartida é a bondade real. Aquela que para Faus “aumenta a nossa qualidade moral (…) e pode ser até muito benéfica”. Em suma, nos ajuda a sermos melhores.

Se tratamos acerca do bom exemplo como necessário (clique aqui para ler), aqui retornamos a ele para dizer que boas pessoas são aquelas que nos exortam (ou exortaram, ou exortarão) para ideais mais elevados, e uma vida que faz mais sentido.

Elevação esta que configura também a um novo patamar de dignidade moral. Não com imposição, mas com um considerável reto “encantamento”.

Na verdade, as pessoas boas podem nem sempre serem tão agradáveis. Por exemplo, podem permitir que um sofrimento (sem grave danos a nossa integridade) nos atinja para um bem maior posterior. Tomam também medidas necessárias, enérgicas. Dizem “nãos”. Corrige inumeráveis vezes. Percebe a obra de misericórdia que é corrigir os outros?

homem bom vive no constante aperfeiçoamento enquanto causa uma influência benfazeja. Como disse, eleva a altitude moral dos outros, desperta de um sono espiritual, da mediocridade e da acomodação.

Mesmo que na mentalidade frequente e reinante se diga que um ideal é pouco prático ou utópico, esta figura ímpar, contraria toda ideia e vida medíocre.

Por sua vez, é atraente, não esteticamente, mas por ser quem é.

Se baseia em ideais altos, suas convicções não são “dobráveis” e pauta sua vida integralmente.

Por fim, este homem nos convida a olha “para cima” e “por cima”. O que confere a si e aos outros realização, alegria e riqueza. E nos diz sempre, com o exemplo ou palavras, que vale a pena viver assim.

 

Por hoje isso é tudo.

 

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