O bem que me supera

Venhamos e convenhamos que sentir algo é diferente da convicção. Nunca percamos de vista a certeza que vale muito mais a certeza de que o verdadeiro bem é objetivo e sublime.

Para um católico, ou um cristão, o sumo bem é o próprio Deus, que pode sanar todo mal da alma. Este é o bem que me supera. O qual, como psicoterapeuta, sou mero instrumento e coadjuvante.

Posso afirmar que, mesmo que o homem tenha tudo, até mesmo em máxima potência, haverá de ser efêmero e decepcionante. Se não for tão evidente ou imediato, um dia o será.

Santo Agostinho já disse que nosso coração está inquieto enquanto não repousar em Deus, uma vez que fomos feitos para Ele. Veja como isso é tão convincente!

“Convencei-vos de uma realidade sempre atual: chega sempre um momento em que a alma não pode mais, em que não lhe bastam as explicações habituais, em que não a satisfazem as mentiras dos falsos profetas. E, mesmo que nem então o admitam, essas pessoas sentem fome de saciar a sua inquietação com os ensinamentos do Senhor”. (Amigos de Deus, nº 260).

“Muitas vezes, é precisamente a ausência de Deus a raíz mais profunda de sofrimento” (Bento XVI).

Imagine que loucura se eu propusesse a dar o que não tenho! Se tenho uma convicção, logo a propago, porque a amo, é algo tão bom! Sendo assim há alegria e naturalidade.

A formação é um dos pilares do meu trabalho. Quero dar um bem que me supera, pois vejo nela o que está em consonância com a natureza humana, e quantos carecem… Se eu preciso dar, também preciso conhecer. Que responsabilidade!

E para isso é preciso “calorias espirituais”. Além do que os olhos veem, há um trabalho, um esforço espiritual para que eu seja melhor. Para isso eu rezo, sozinho, com minha esposa e em comunidade. Faço mortificações para vencer meus defeitos e faltas e para ser virtuoso.

Na verdade, busco uma eficácia apostólica que é resultado do esforço humano “mergulhado” na graça.

Em suma, me esforço para viver com fidelidade estas palavras: “

É preciso que sejas ‘homem de Deus’, homem de vida interior, homem de oração e de sacrifício. – O teu apostolado deve ser uma superabundância da tua vida ‘para dentro’” (Caminho, nº 961).

 

Por hoje isso é tudo.

 

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