A ansiedade: uma proposta psicoeducativa

Como é de praxe dizer: há um nível de ansiedade que seria saudável, mas há um nível que não. Vejamos com mais atenção.

Havia dito que a TCC (Terapia Cognitiva Comportamental) tem uma abordagem psicoeducativa, o que acho muito interessante. Mas ao lado disso, há um arsenal de técnicas que podemos nos beneficiar também.

Acerca da ansiedade, ou da TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada), temos que o que é interpretado (ou acreditado) como ameaça/preocupação, tem sempre um ciclo que envolve o cognitivo (o pensamento), o sentimento/emoção, sintomas físicos e comportamentos.

Então, a ansiedade surge pela atenção de um evento aversivo futuro que gera uma reação fisiológica no momento presente. Como havia dito em outro texto, as pessoas com sintomas ansiosos não vivem bem o aqui e o agora.

A proposta psicoeducativa, sendo mais ou menos uma introdução para o quadro, ou tendo um caráter de acolhida ao paciente, é uma intervenção. É o que penso.

Imagine que das preocupações que uma pessoa pode ter algumas são produtivas, enquanto que outras não. De fato, com algumas preocupações temos mais controle, e podemos fazer alguma coisa, e com outras não. Diferenciar isso já é alguma coisa, já é uma evolução.

Por essas preocupações não produtivas (ou patológicas): temos aquelas problemáticas distantes, incertas, e que alguém não tem satisfatório controle, ou não tem nenhum. É o caso quando se imagina o pior, o que chamamos de desfecho catastrófico, e se busca mais uma segurança (seja para evitar, seja para se esquivar) do que a resolução.

Então, faça a conta:
para o evento eu tenho pouco ou nada de controle, me preocupo exageradamente, e ainda busco uma certa segurança.

Certamente, a ansiedade se mantém demais.

Frente a isso, a TCC objetiva normalizar a preocupação, ou até mesmo “corrigir” a interpretação frente à realidade; transformando o excesso de pensamentos em um processo mais resolutivo e orientado ao problema. A boa consequência disso é que o sujeito, o paciente, a paciente, vai recontruindo sua autoconfiança para lidar com as preocupações e discernir o o seu grau de senso de controle perante as coisas.

Um ponto interessante: o paciente vem à terapia por conta de uma queixa, uma problemática, especificamente. Mas se o processo for bem conduzido, e houver boa adesão, certamente o sujeito se tornará um protagonista de sua história e saberá conduzir eventos futuros com precisão, força e confiança.

 

Até breve.

 

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