O necessário silêncio parece que nos afina com a gente mesmo.
Ontem falava com um paciente sobre isso. Falei que – em alguns deslocamentos – pelo menos um, por dia, eu o faço em silêncio. Sim. É verdade.
Justifico-me. Isso me faz estar presente no aqui e no agora; me faz ouvir alguns sons aleatórios, mas também me incita à reflexão. E assim posso pensar nas coisas da minha vida, as quais não tiraria um tempo tão precioso para ajeitar as coisas.
Outra perspectiva que aprendi é a de Sertillanges em seu livro A vida intelectual. Ele diz que o silêncio é uma higiene mental. E de fato é assim. O que considero muito importante depois de um ouvir um “bocado” as pessoas. Então, particularmente para mim é um descanso auditivo, bem como uma preparação.
Para os que rezam, o silêncio parece ser um passo “zero”, um preparativo para que o espírito esteja tranquilo e a oração seja de fato um recolhimento e seja de fato mais eficaz.
O convite que fica é para você ter alguns breves momentos de silêncio em seu dia. Nem ser demasiado barulhento, e nem querer que a sua casa seja como os monges cartuxos. Que a prudência te oriente.
Até breve.
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1 Comentário
[…] também somos nós. Precisamos de pausas e silêncios. Já escrevi sobre isso aqui e aqui.Precisamos das “carinhosas” pausas antes que nossos corpos e mentes, já adoecidos, nos […]