Tenha um bom proveito na terapia
Seja para quem nunca fez terapia, seja para quem faz, seja para quem pensa em fazer… acho que há algo que podemos dizer sobre o proveito da terapia, ou melhor o bom proveito dela. Afinal, devemos sempre esperar bons frutos, certo?
Já tratei da “terapia como um bom lugar para se frequentar” em um vídeo (aqui). Acho que pode gostar. Lá trouxe um testemunho de uma paciente que atendi e que me trouxe esse feedback bem interessante.
Desejo complementar aqui o que fora dito. Antes disso, pare um pouco e pense, sem pressa:
“COMO PODERIA TIRAR PROVEITO DA PSICOTERAPIA?”
Poderia haver certa intuição na resposta e/ou na conduta para alguns. Ou não, pois outros nem sequer imaginam como seja. Bem, vamos lá!
Partimos do princípio de que a psicoterapia é um encontro, cujo vínculo é dado pelo diálogo, pela escuta e a pela fala. O cliente (ou paciente) diz sobre si e o que o cerca. Se nada disser, as coisas não acontecem.
Faz muito sentido conversar até mesmo sobre coisas aleatórias desde que não se perca o que se pretende fazer na terapia:
Justamente aplicar uma “terapia” em alguém que buscou ajuda para lidar com alguma coisa que lhe parece insuperável, ou pelo menos, é incômodo.
De qualquer forma, é se orientar pelo sofrimento existente, para que o aniquile ou o atenue.
Então, tirar bom proveito da psicoterapia, considerando ser uma “via de mão dupla”, supõe que quem traz sua demanda tenha sua palavra “solta”, ou seja, saiba dizer de si (é claro que aperfeiçoará isso no caminho e terá mais coragem aos poucos).
É interessante ter suficiente docilidade às palavras do psicoterapeuta, isto é, o que o profissional diz não é um imperativo a ser seguido cegamente, nem uma coerção, mas o que se diz é sempre algo que busca um bem, a princípio emocional, a seguir físico, e talvez até espiritual.
Fará muito sentido também ter paciência e perseverança. Com essas últimas palavras digo que pode existir um certo “padecimento” pelo resultado que não é imediato, mas que acontece, e que se sincroniza e complementa com o ser cuidado e o cuidar-se, dentro ou fora da consulta, um dia sim e o outro também.
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