Enquanto preparava uma palestra para um grupo local, deparei-me com páginas e mais páginas sobre a mesa da sala. Eu estava passando a limpo minhas ideias. E percebi como que escrever dá trabalho.
Poderia muito bem digitar a versão limpa e atualizada, mas como já digito muito, insisti no manual, naquilo que, naturalmente, levaria mais tempo.
Até porque, quando escrevemos, guardamos muita coisa na cabeça, e também estimulamos muito o nosso cérebro.
Valeu a pena fazer isso.
A quantidade de caracteres que deu forma a uma palavra… a quantidade de palavras que deu forma a orações e parágrafos… tudo isso, num dado momento, me pareceu muito belo. Pareceu a mim que a escrita é uma obra valiosa e artesanal.
Sim, dá trabalho fazer curvas e mais curvas no papel e manter o intento de precisar o que se quer dizer, não obstante a imperfeição que reina sobre mim.
Não desisto. Cada texto tenho a esperança de lapidar cada vez mais. É uma oportunidade tremenda!
Escrevo, lapido e reescrevo. Este trabalho tem suas fadigas, seus períodos de “esterilidade” mas também seus consolos, suores e inspirações.
Encontro-me bem nesse esforço artesanal e solitário, e compartilho com terceiros quem sou, como penso e como vejo o mundo. Até mesmo escrevo sobre a escrita, como se não bastasse.
Escrevo hoje. Amanhã pretendo também. Enquanto puder, que seja.
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