Dificuldades vem e vão em nossas vidas. Lembra-se dos dias maus (leia aqui)? Pois é.
Na verdade, todos estão sujeitos ao sofrimento, pois a vida do homem é uma luta sobre a terra.
Desta forma podemos refletir que não é sobre o que acontece conosco, mas o como atravessamos as coisas. Estas ocasiões constituem verdadeiros testes em nossas vidas. Afinal, quando tudo está bem é fácil estar bem.
Este teste pode nos levar a sermos mais serenos, discreto e corajosos, ou, infelizmente, sermos agitados, expansivos e medrosos. Aqui o momento humano/afetivo e espiritual em que estamos se descreve do forma nua e crua.
Então, este padecimento parece ser ou oblativo (como uma oferta) ou barulhento, causando um tremendo reboliço.
Aqui, por mais difícil que seja, há possibilidades que a pessoa cresça no amor e amadureça nas virtudes. Por isso, a pessoa é exemplo e ajuda para seus semelhantes.
“A dor abraçada com fé revela a pureza do amor.”
Na história do mundo, principalmente da Igreja, houveram incontáveis pessoas que não renunciaram o Amor, mas abraçaram sacrifícios, tormentos e até mesmo a morte. Guardando as devidas proporções, nosso ideal e nossa vida cotidiana – na prática – não deveria estar longe disso. Uma vez que a cruz se revela para todos, conforme suas diversas expressões.
Quando lembro dos martíres, vejo uma abundância de amor ao Amor. O que fizeram, loucura para o mundo, revela uma autenticidade da fé cristã, absurdamente sustentada pela graça.
E por mais que os mártires nos causem um fascínio, não é um dom para todos. Para muitos de nós, o que a vida nos convoca é aceitar as contrariedades diárias, por anos, como a saúde e a doença, a riqueza e a pobreza, a disposição e o cansaço, nos diversos locais etc. É o que são Josemaria Escrivã chama de saber “cristãmente” acolher “as alfinetadas de cada dia”.
Na vida familiar, os filhos podem ser bem formados e aproximados de Deus se os pais acolhem com serenidade as contrariedades, as irritações, a capacidade de trabalhar bem, ter a firmeza para corrigir com paz e alegria inabalável quando se prolonga as provações mais duras.
Isso tudo me leva a dizer do “sacrifício escondido e silencioso” (outro artigo, leia aqui), que nos faz ser “mártir sem morrer”. Isso tudo sem vitimismo e sem desfigurar o rosto, como diz Faus. É também não torcer-se perante o fardo de dor e ainda fazer o bem, com naturalidade. É quando a perfeição do amor cada vez mais se aproxima.
A graça sustenta a alegria perante as dificuldades. Nos ajuda e nos dá força para superar o egoísmo e o comodismo.
Este amor pode dar fruto em nós à medida de nossa correspondência.
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