Começamos hoje a falar mais especificamente dos componentes da terapêutica da ansiedade. Os pensamentos é o componente cognitivo disso tudo. Explico melhor.
Iniciando a partir do fim, a finalidade é identificar os conteúdos principais das preocupações, os gatilhos para as preocupações e as crenças centrais relacionadas ao conteúdos das preocupações. Lembre-se que uma identificação já é – ao mesmo tempo – uma intervenção.
Geralmente nossas preocupações seguem uma fórmula mais ou menos assim: “
e se…?”, “Se eu não fizer isso, vai acontecer aquilo, isso é algo terrível que não posso suportar”.
Apenas para ilustrar, há uma antecipação das possibilidades do futuro. E são boas as possibilidades? Claro que não.
Um exercício que costumo passar aos pacientes – e que eu mesmo faço, mas sob a forma de diário – é o Registro de Pensamentos Disfuncionais. Ele funciona assim:
1- Identificar a situação;
2- Identificar quais pensamentos ou imagens estão relacionadas à precupação (também chamamos de pensamentos automáticos);
3- Quais emoções/sentimentos me gera e
4- Quais foram os comportamentos que tive para lidar com a preocupação.
Então, com este Registro você já consegue reconhecer algumas distorções de pensamentos que estão associados ao processo de preocupação. Aqui entra identificar algumas preocupações em que nossa imaginação tomou conta e “criou” ou até mesmo, das preocupações já existentes em pequena proporção que foram “ampliadas”.
Referente às crenças, há uma identificação do que está “abaixo” daqueles pensamentos automáticos, como se fosse a “estrutura” ou a “lógica” do pensamento, ou seja, seus contornos iniciais, que muitas vezes não nos damos conta imediatamente. Com o exercício e também com um acompanhamento psicoterapêutico, pode-se identificar conteúdos de ameças, vulnerabilidade e intolerância à incerteza.
Coisas essas que “desmascaradas” perdem a sua força gradualmente.
Até breve.
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1 Comentário
[…] já expliquei texto anterior (aqui) sobre a finalidade de tratarmos o componente cognitivo – do pensamento – na ansiedade. […]