Seria um rótulo perpétuo?
Já expus um pouco sobre a razão de ser da vergonha. E agora gostaria de comentar a respeito de sua definição, suas consequências e reforçar o seu enfrentamento.
Nossa autora, Brown, aponta: “é o sentimento intensamente doloroso ou a experiência de acreditar que somos defeituosos e, portanto, indignos de amor e aceitação”. Na verdade, somos imperfeitos. Até aí nada mais correto, mas se levarmos em conta que fomos criados para o amor, para ter conexão com outras pessoas, em uma unidade de vida psicológica, emocional e espiritual; então, quando não nos sentimos dignos de amor, é um dor imensa.
Na verdade, podemos partir dos princípios deste sentimento:
1- É universal.
2- Temos medo de falar sobre.
3- Quanto menos se fala dela, mais ela tem força.
A partir disso as consequências se desdobram em várias categorias, das quais destaco: dinheiro e trabalho; família; vícios; religão e aparência e imagem corporal. Assim como já escrevi, poderíamos copiar a fórmula: “Vergonha é… (algo constrangedor)…”. Poderíamos obter inúmeras respostas dentro das categorias que mencionei.
O fato é que a vergonha é uma dor que não se mostra, mas quem a sente se percebe consumido pela mesma. Uma vez que uma dor da alma equiparada a fortes dores físicas. Imaginemos isso. Porém, precisamos falar de vergonha e enfrentá-la, de alguma forma.
Já mencionei a ousadia e a habituação. Mas talvez o componente que faça a “liga” disso é a resiliência – ou fortaleza, como também gosto de chamar. Assim menciono, porque que não se deixa a vergonha excessiva da noite para o dia.
E, a partir desses elementos já internalizados, precisamos de ocasiões. Ocasiões estas em que se pode praticar como que uma nova modelagem (novos comportamentos, pensamentos e sentimentos, por assim dizer). Isso acontece quando não abrimos mão de valores, pensamentos, ou quando compartilhamos a nossa história de superação em algo ou de um sofrimento … mesmo que inicialmente hesitemos. Com a prática as coisas se consolidam com a confiança. A coragem se consolida com cada ato.
Esta consolidação de um quadro de totalmente envergonhados para uma pessoa que sabe seu lugar no mundo e sabe se expor também pode ser apresentado quando:
1- Se reconhece a vergonha e como ela se manifesta (física e mentalmente)
2- Quando se usa do recurso de ouvir a voz da razão (em contraposição às vozes das crenças distorcidas, que não demonstram objetividade)
3- Quando se compartilha (é sobre falar dela e não hesitar…aqui vale até mesmo escrever. Recomendo muito)
Por hoje isso é tudo.
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