A vivência de uma alegria incompleta e frágil.
Agradecer a Deus ou as pessoas, parace-me um princípio de valorizar o que se tem e também o que algumas pessoas – infelizmente – podem não ter mais. Seja por um ente querido presente/ausente, uma bela paisagem que posso – ou não – contemplar, seja – sobretudo pelos bons e maus momentos, porque ambos tiveram sua contribuição em nossa história.
O ato de agradecer, de praticar a gratidão, muito mais do que abordar em um sentido superficial, seria como que um ato de justiça também. Ao lado disto, poderíamos pensar como um eficaz antídoto para o mau presságio presente na alegria, cujo texto e reflexão já publicamos.
Brown, aborda este assunto ao dizer que a gratidão fundamenta uma vida feliz nesse mundo. É o que eu acredito. (Na verdade, a autora, diferentemente de quem vos fala, usa o termo felicidade condicionada para as circunstâncias.) Mas ela aborda o assunto também com uma perspectiva espiritual.
Assim sendo, poderíamos pensar e viver intensamente:
1- As alegrias do dia a dia e o cuidado para se atentar a elas (que podem fundamentar minha felicidade, claro): o ordinário habita ao lado e se vive continuamente.
2- Agradecer o que se tem: o que tenho e sou não é banal. Mas é dom e construção. Há uma riqueza insondável nisso.
3- Não desperdiçar a alegria, mas se entregar a ela: Esta pode fomentar a esperança. Por isso é preciso se entregar, mesmo com a vulnerabilidade presente, a cada momento destes oportuna ou inoportunamente.
Nesse intuito, valeria muito a pena fazer “fotografias”, não apenas usando um celular ou câmera, mas com a memória, vivendo os momentos com espírito contemplativo e poético.
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