Um chamado à responsabilidade afetiva.
Muito conhecida na cultura popular, a obra O pequeno princípe, de Antoine de Saint-Exupéry, pode hoje nos ajudar a pensar sobre a vulnerabilidade. Afinal, o livro possui algumas célebres frases. Vejamos.
Se havíamos apontado que algumas pessoas usam mal a vulnerabilidade e assim “invadem” ou “roubam” o tempo, a atenção, a intimidade dos outros, o remédio para isso é a autêntica intimidade, o que advém pela conquista.
Diz a raposa ao pequeno princípe: – “Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...”
Quando o príncipe menciona sua afeição pela rosa, a sábia raposa diz: “Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.”
Outra frase que complementa é: – “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.
Isso me leva a lembrar de uma paciente que gentilmente mencionou que neste ano tinha um propósito: se importar mais com as pessoas. E ela mesma acrescentou que era preciso uma responsabilidade afetiva para com outros.
Então, o corolário (a conclusão) que temos é que a real vulnerabilidade implica uma responsabilidade afetiva, o compromisso do vínculo, o contato íntimo que envolve o respeito e a compreensão. Na verdade, intenções postas às claras.
Por hoje isso é tudo.
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