O bem comum e o do outro contidos no feedback.
A imagem ilustra uma organização para uma mudança física, de uma casa. Mas e quando pensamos na nossa mudança interior, em pensamentos, sentimentos e atitudes? Como lidamos com isso, exatamente?
Pessoas com considerável influência, como pais, líderes, professores, chefes, etc, podem ter um modelo de gestão padronizado e ao mesmo tempo muito inflexível. Na verdade, muito se deve ao “sempre foi assim, e aparentemente sempre funcionou”. Vejamos.
Aquele que ocupa tal papel importante precisa entender que onde que quer que esteja, precisa fazer com que seja cultivado a criatividade, a inovação e o aprendizado. Mas que desafio ele tem: pois o padrão de escassez (como já conversamos) pode estar presente naqueles que ele convive e/ou lidera. Quiçá em si mesmo.
O interessante disto é que Brown, chama a isso de compromisso perturbador. Há uma tênue linha de agir com liderança, sendo vulnerável, abraçando a vergonha das coisas que podem vir a surgir, e conduzir/conviver com pessoas semelhantes. Ao lado disto, está sempre a coragem, e o seus contrapontos: a vergonha, culpa, ansiedade/medo.
A mesma autora, propõe que a vergonha é sintoma e – ao mesmo tempo – um fator condicionante, algo que pode reforçar ou extinguir determinados comportamentos. Infelizmente, nossa cultura tem muito disso.
O contraponto feliz disso tudo é saber dar feedbacks/ou ter conversas de qualidade. Isto é, saber se aproximar do outro para lhe exortar, buscando um verdadeiro bem, um bem comum e o bem pessoal. Em suma, acontece uma verdadeira transformação. Mas para ajudar alguém a mudar, é preciso se mudar. Assim faz muito mais sentido.
A respeito do feedback, temos que ele é essencial. Sim. Este é um ponto para crescer. Não sei para você, hoje penso assim, mas para mim não basta apenas dizer se o resultado foi bom ou não. É preciso entender o porquê, as razões, o processo, o que está oculto.
Brown, comenta a necessidade de se habituar à normalização do desconforto em conversas difíceis. Veja só que interessante! Isso porque o crescimento e o aprendizado, seja no que for, se for autêntico, tem a sua dose de desconforto. Assim o é para o crescimento muscular na academia, como profissional, como pessoa madura etc. Imagine entendermos isso e extrapolarmos para todos os nossos ambientes, família (sempre a primeira), amizades, trabalho…etc? Iria ser algo revolucionário!
Então, entender o processo favoreceria uma considerável redução de ansiedade, medo e vergonha. Por razões dentre as quais não há algo novo, mas uma certa “lei natural” das coisas.
Podemos voltar neste assunto e tratá-lo com mais detalhes.
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