Em seu livro “A maturidade”, Cifuentes nos aponta que o mundo urge, necessita muito, de maturidade. Não poderia ser diferente. É o que se propõe a dizer. E para isso, um indicativo claro: a paciência.
Lenine já disse também que o mundo precisa de paciência, uma vez que é tão rápido e imediatista. Outras pessoas comumemente dizem: “haja paciência!”. Não por acaso, possui sua simplicidade e sua força.
Quando falo de virtudes com os meus pacientes procuro enaltecer esta bela virtude. Assim não caimos em uma resignação conformista, ou em um desprezo da situação narrada pelo nosso interlocutor.
Paciência, na verdade, se refere a resistir certos males, em vista de bens vindouros. O resistir não é meramente passividade, mas esforço empenhado, talvez discreto. É também padecer, pois há um sofrimento implicado. E este poderia ser infligido por causas boas, nobres e justas, ou más, baixas ou injustas. Não falo do masoquismo, mas do sofrimento, por vezes, escolhidos para bens árduos, outros que são inevitáveis.
Quando eu ouvia acerca da paciência, com minha mãe, ela dizia: “paciência”, eu ficava simplesmente contrariado, com raiva mesmo. Na verdade, não aceitava as circunstâncias.
Pois é, em qualquer época da vida, você e eu experimentamos oportunidades para medir o termômetro da paciência. Seja como for, se a paciência aumentou, se manteve, ou até mesmo se diminuiu, esta virtude sempre poderá se fazer presente.
Não gostaria de terminar a minha carta dizendo que paciência é pouca coisa. Não, não pode assim ser. Veja a sua vida hoje, e mesmo que não esteja como você quer, insista e persista. Deste padecimento pode vir algum fruto. A espera, a paciência, virtude, não é vã.
Por hoje isso é tudo.
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