Você e eu não conseguimos imaginar com uma fidelidade 100% certeira de como será o nosso futuro daqui alguns dias, meses ou anos. Até mesmo o hoje que temos – e que temos considerável controle. Isso será uma constante preocupação?
Na Terapia Cognitivo-Comportalmental (TCC) temos uma coisa chamada Metacognição. Se traduz como pensar sobre o pensar. Interessante não? Por isso que uma das intervenções terapêuticas é focar no “pensar sobre os pensamentos” e modificar alguns pensamentos, principalmente os mais controláveis, se posso fazer algo.
Outra intervenção a nível do pensamento é o Tempo de preocupação. De fato, aqui o tempo de preocupação segue uma limitação. É como você dissesse a si mesmo: “só vou me preocupar no momento que eu determinar”. E pronto. A ideia é transformar os pensamentos das preocupações constantes em episódios mais curtos, em que se consegue dar foco. Sugere-se evitar o uso da técnica antes de dormir (por óbvio… no silêncio da noite pode passar na cabeça tanta coisa) ou quando se estiver com a família. Então pela manhã ou tarde seja mais indicado.
Sobre os pensamentos, como eu já falei, anotar pode ser um recurso fundamental. No caso, como falei, para pensar depois ou até mesmo conversar em terapia.
Uma técnica que se assemelha à usada também na superação de medos é a Exposição imaginária às preocupações. Claro, é apenas um primeiro nível. Mas explicando ela temos a definição clara do pior que pode acontecer e outras coisas. Pode se elencar em uma lista de forma hierárquica. A partir de então, o psicoterapeuta conduz a imaginação do paciente a fim de perceber e investir sua reação emocional. Evidentemente, a técnica precisa de um ambiente próprio e que seja um tempo tranquilo e focado. A ideia desta técnica é levar a pessoa a se habituar com as preocupações, não evitá-las, e também questionar algumas crenças de base que se referem à preocupação.
Estas foram algumas colocações das técnicas sobre o componente cognitivo, do pensamento, na TCC na intervenção do Transtorno de Ansiedade Generalizada. Como toda técnica ela precisa de tempo para que as pessoas a aprendam, dominem e alcancem a máxima eficácia.
Claro, que outros componentes, como comportamental e fisiológico também tem suas intervenções, e até mesmo podem ocorrer de forma paralela. Falaremos sobre estes outros componentes em breve.
Até mais.
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